sábado, 8 de maio de 2010

O POST MAIS FILHO DA PUTA QUE EU JÁ FIZ

OI!
Então... primeiramente eu gostaria de dizer que esse post vai ser a coisa mais estúpida que eu vou fabricar em toda a minha vida, pelo simples fato de que eu não tenho nada mais útil pra fazer hoje e também porque eu estou isolada, confinada, presa e vegetando na casa dos meus avós, que fica mais ou menos a 1 hora de distância da minha cidade... e que mesmo sendo numa cidade maior, continua sendo o tipo de lugar que você deseja visitar uma vez na vida e outra na morte.
Enquanto eu estou aqui morrendo do coração por não conseguir ficar feliz e efusiva como todo mundo nessas reuniões de família, meu melhor amigo está na rua com os meus amigos, bebendo coisas que eu também gosto de beber e fazendo coisas erradas que eu também gosto de fazer, mas que eu não estou fazendo porque meus parentes existem e querem desfrutar da minha presença.
Eu sempre fui aquela neta preferida, a sobrinha preferida, a filha preferida e toda aquela merda de ser legal e nunca fazer nada de ruim. MAS, aí eu mudei de cidade e cresci (fazem só 10 anos)!
E o interessante é que quando você cresce as coisas ficam um pouco mais emocionantes do que assistir Sessão da Tarde e brincar de boneca no quintal da sua casa!
Tipo, você começa a pintar o cabelo, furar piercings, colocar alargadores, escutar músicas que não estão no CD nacional da novela da sua vó, andar com roupas que não é a sua mãe que escolhe, fazer tatuagens, beber, fumar, transar, matar aulas, ter namorados, ter NAMORADAS, frequentar micaretas, comer fora do horário, chegar tarde e mais aquele monte de coisas que a sua família não imagina que você faz... porque você é a preferida e geralmente os preferidos só são preferidos porque são corretos.
SIM, esse era o ponto que eu queria atingir: Eu conseguia ser filha da puta e ser preferida ao mesmo tempo, porque a distância me permitia isso e, embora todo mundo da minha cidade soubesse que eu não sou TÃO legal, todo mundo da cidade da minha família, achava que eu era uma criatura santificada.
Essa situação toda foi muito bem equilibrada até o ano passado, no qual eu inventei por um motivo do inferno que eu ía escrever coisas e publicar na internet, achando absolutamente possível, que a minha família não ía saber nada disso... e lá fui eu sonsa escrever sobre sexo homossexual, bebidas, falta de sono, opções estúpidas, malandragens escolares pervertidas, heresia e todo tipo de merda que quando você escreve as pessoas descobrem só porque é "do mal", porque se fosse "do bem" não ía ter ninguém pra ver! É sério!
Um belo dia eu vejo que eu ganhei uma tal de uma popularidade do cacete que fazia com que toda vez que eu abrisse o meu Formspring, o meu Orkut, o meu Fotolog e o meu Twitter; VÁRIAS coisas brotassem na minha tela com o meu nome no meio... super gostoso ser reconhecido, né?! Mas porra, eu tava sendo reconhecida por escrever as coisas que todo mundo pensava mas não tinha coragem de escrever.
Aí meus parentes e seus computadores do além que brotaram junto com a internet do além deles (porque eles NUNCA foram informatizados), começaram a tomar conhecimento da minha vida pecadora de internauta. O que foi realmente ruim... REALMENTE!  
E pra encurtar porque eu não tenho a menor paciência de ficar articulando uma maneira inteligente e interessante de dizer como eu me fodi e estou aqui hoje, eu só posso afirmar que eles descobriram que eu tenho tendências gays, que eu não sou virgem, que eu tenho uma tatuagem que pra ser visualizada por inteiro faz com que a pessoa abaixe a minha calça, que eu fumo, que eu bebo, que eu tenho um buraco de 10mm na orelha direita, que eu não quero fazer faculdade de algo bom, que eu não tenho estômago pra reuniões familiares e que quando eu tiver oportunidade, vou sabotar com a alegria de todos os meus primos pirralhos que juntando a idade de todo não se chega aos 20 anos!
E então, estou aqui agora com a boca seca por culpa de um pacote grande de Fandangos sabor presunto que eu comi sozinha. Ouvindo THE SMITHS, olhando a chuva cair no quintal e torcendo anciosamente pra's pessoas se distrairem e eu conseguir fumar em paz sem ter que praticamente engolir o cigarro.
Sem contar que eu tô comendo miojo desde quinta feira, porque eu não tenho saco pra comer no horário que as pessoas jantam aqui... Enfim, feliz dia das mães. Te amo mãe e é isso aí.

PS: Se você está me odiando assim como eu acredito que você está, só porque eu fiz você ler uma bosta de um post sobre uma bosta de dia, entre nos meus endereços virtuais e reclame mais abertamente, porque a probabilidade de eu ler comentários de posts do blog é MUITO pequena...
Vai alí no cantinho direito da tela e procura os links!
TCHAU.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CIRCUNSTÂNCIA.

"Que porra é essa que eu tô fazendo comigo?", pensei.
Assim, de relance, não era nada de muito absurdo, nem de complexa compreensão... na verdade me machucava por eu saber que já havia sentido aquilo antes e que, quando passou, eu jurei pra mim e pra todo mundo que jamais viria a ocorrer outra vez. MENTIRA.
No fundo eu sabia que estava sujeita a passar pela mesma tempestade devoradora de sonhos, a cada vez que abrisse o peito pra alguma emoção nova... mas o que fazer então?! Morrer sem viver? Assistir a vida dos outros? Me abster de tudo e dizer que eu sou tão esclarecida que aprendo com os erros alheios (só pra não cometer os meus)? NÃO!
Essa não era eu. Não era mesmo... e apesar de saber que conforme o corpo foi crescendo, as emoções ficaram mais fáceis de serem controladas; eu tinha plena noção de que esse tal controlo só me afogava mais e mais. E assim comecei a detestar o controle a partir do momento que consegui tê-lo.
"PORQUE EU NÃO CONSIGO DEIXAR?", gritei mentalmente... aliás, esse é o único tipo de grito meu que ecoa, justamente por ser interno. As pessoas não ouvem, mas eu continuo escutando os ruídos todos os dias, como um mantra, como um fantasma... um delírio.
O grito permaneceu por um tempo (na verdade ele está aqui agora, do meu lado, feito um espírito tenebroso, me perseguindo e me obrigando a escrever sobre ele pra ''talvez'' me sentir livre) e eu, besta que sou, pensei que se fizesse as coisas como manda o figurino e a boa educação, tudo se resolveria com facilidade e sem lesões sentimentais maiores.
Passei uns diazinhos brigando, voltando atrás, brigando novamente, chorando, entrando em depressão constante e me viciando na euforia do fim de semana... Ah, essa euforia trouxe problemas trinta vezes maiores do que os iniciais. Bebida pra dentro, o juízo sumia, as gargalhadas saiam... ENSURDECEDORAS!
Chorar já não aliviava... era um maço de cigarros aqui, uma aflição alí, um copo de cerveja, uma manobra de carro pra descarregar adrenalina, algum jogo de interesse e SEMPRE essa maldita mania de me envolver em qualquer relacionamento, só pra me sentir amada ou no mínimo necessária.
Amor próprio? O que é isso?! Desconheço!
Me vendi a preços tão baixos, por motivos tão sujos... creio que, olhando pra trás nesse exato momento, só consigo visualizar motivos pra me envergonhar. Tanto por mim, quanto pelos outros.
Ser feliz é uma ambição que eu não tenho e pretendo não ter. Ilusões me cansam e me machucam muito.
Só queria saber o porque e quando tudo isso começou... Necessito de um pouco de morte pra aprender a viver direito. Os burros só entendem quando os próprios pulsos são cortados.